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Novo ministro defende privatização da Petrobras e da estatal que administra recursos da União no pré-sal

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Novo ministro defende privatização da Petrobras e da estatal que administra recursos da União no pré-sal

Esse combo era um dos projetos tocados por Sachsida ainda no Ministério da Economia. Ele havia participado de um almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) na terça-feira para defender o avanço das propostas para deputados e senadores

Gestão de Bento: Foi marcada por risco de racionamento e disparada nos preços dos combustíveis

Menção ao antigo chefe Sachsida fez um pronunciamento de pouco mais de dez minutos. Não foi aberto espaço para perguntas dos jornalistas

O novo ministro fez um discurso em que mostrou alinhamento ao antigo chefe, o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele destacou que para o Brasil ser o porto seguro do investimento, precisa adotar medidas estruturantes:

PUBLICIDADEMedidas pontuais têm pouco ou nenhum impacto e por vezes têm impacto oposto ao desejado. Temos que insistir na economia pelo lado da oferta. Nós precisamos melhorar os marcos legais e trazer mais segurança jurídica para o investimento privado aportar cada vez mais no Brasil, aumentando a produtividade em nossa economia e com isso expandindo a oferta agregada,o emprego e a renda de todo brasileiro

Ele também destacou o momento em que o mundo enfrenta desafios geopolíticos, em uma menção à guerra na Ucrânia, e que é preciso aproveitar o realinhamento mundial dos investimentos para atrair capital estrangeiro para o Brasil

Novo ministro é alinhado a Bolsonaro Sachsida está no governo de Jair Bolsonaro desde o início e é servidor de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Considerado um nome do mercado e de confiança de Paulo Guedes, Sachsida também é “Bolsonarista raiz”.  

Ele substitui o almirante Bento Albuquerque, que estava no comando do ministério desde o começo do governo. Sua saída foi atribuída a um pedido pessoal, mas a pressão causada pelos reajustes dos valores dos combustíveis e a insatisfação do presidente Jair Bolsonaro com a política de preços da Petrobras também pesaram para a saída

BRASÍLIA – Em seu primeiro pronunciamento como ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida disse que vai priorizar a privatização da Eletrobras e da Petrobras. Ele também citou como exemplos de projetos de seu interesse que estão em tramitação no Congresso os que tratam da modernização do setor elétrico e o da mudança do regime de partilha para concessão no pré-sal.

Carmelo De Grazia

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Meu primeiro ato como ministro de Minas e Energia é solicitar ao ministro Paulo Guedes, presidente do conselho do PPI, que leve ao conselho a inclusão da PPSA no PND (Plano nacional de Desestatização) para avaliar as alternativas para a sua desestatização. Ainda como parte do meu primeiro ato, solicito também o início dos estudos tendentes a proposição das alterações legislativas necessárias a desestatização da Petrobras — afirmou o novo ministro.

Carmelo De Grazia Suárez

Sachsida disse que todos os seus projetos têm aval do presidente Jair Bolsonaro

— Deixo claro que essa meta, esse objetivo e esse norte foram expressamente apoiados pelo presidente Bolsonaro. Tudo o que estou falando tem 100% de aval do presidente da República.

Ele também afirmou que é prioridade dar prosseguimento ao processo de privatização da Eletrobras, que está emperrado no Tribunal de Contas da União (TCU).

Veja os auxiliares mais próximos do ministro Paulo Guedes que já deixaram o governo desde o início do mandato de Bolsonaro Cristiano Rocha Heckert, que comandava a Secretaria de Gestão, deixou o cargo em janeiro de 2022 para assumir como diretor-presidente da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe) Foto: Divulgação Gustavo José Guimarães e Souza também pediu demissão do cargo de secretário de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria (Secap) em janeiro de 2022 para ocupar uma função no Legislativo Foto: Divulgação/Ministério da Economia O secretário especial de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, pediu demissão em outubro de 2021 logo após o governo anunciar a criação do Auxílio Emergencial com parte dos pagamentos fora do teto de gastos, algo que ele sempre se disse contra Foto: Washington Costa / Ascom/ME O secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediu demissão em outubro de 2021 junto com o secretário especial Bruno Funchal, a quem sucedeu no cargo no mesmo ano Foto: Aílton de Freitas / 20-12-2013 Gildenora Batista Dantas Milhomem, secretária especial adjunta de Tesouro e Orçamento, também pediu exoneração de seu cargo junto com Funchal, em outubro de 2021, alegando razões pessoais, em meio à crise aberta pelo projeto do Auxílio Brasil com recursos fora do teto de gastos Foto: Ministério da Economia / Reprodução Pular PUBLICIDADE O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Cavalcanti de Araujo, também pediu exoneração de seu cargo em outubro de 2021 após a debandada provocada pelo plano de financiar o programa social Auxílio Brasil fora do teto de gastos Foto: Hoana Gonçalves / Agência O Globo Insatisfeito com o atraso no envio da reforma administrativa ao Congresso, Paulo Uebel deixou o cargo de Secretário especial de Desburocratização em agosto de 2020 Foto: Fátima Meira / Agência O Globo Após a crise causada pela sanção do Orçamento de 2021, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou a saída de Waldery Rodrigues do cargo de secretário especial da Fazenda, em 27 de abril, a pedido do secretário. O secretário informou que combinou a substituição em dezembro do ano anterior Foto: Ascom / Edu Andrade/ME Na dança de cadeiras do Ministério da Economia, o secretário de Orçamento Federal, George Soares, também deixou o cargo. Foto: Agência Brasil A advogada tributarista Vanessa Canado, assessora especial do Ministério da Economia voltada à reforma tributária, pediu demissão, mas não detalhou o motivo da saída Foto: Silvia Zamboni / Valor Pular PUBLICIDADE Presidente do BB, André Brandão, entregou o cargo no dia 18 de março. Programa de reestruturação de Brandão desagradou ao presidente Bolsonaro Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, deixa o cargo no dia 20 de março, após desagradar a Bolsonaro com reajustes de combustíveis. Ele foi indicado por Guedes Foto: AFP Sem conseguir tirar do papel várias privatizações, Salim Mattar pediu demissão do cargo de secretário de Desestatização do Ministério da Economia em agosto de 2020 Foto: Amanda Perobelli / Reuters Rubem Novaes pediu demissão da presidência do Banco do Brasil em julho de 2020, após queixas sobre pressão política sobre o banco, cuja privatização chegou a defender Foto: Claudio Belli / Valor/14-2-2019 Ex-ministro da Fazenda no governo Dilma, Joaquim Levy só ficou no cargo de presidente do BNDES até junho de 2019, após críticas públicas de Bolsonaro, que queria abrir a "caixa preta" do banco Foto: Marcos Corrêa / PR/13-06-2019 Pular PUBLICIDADE Nome forte das contas públicas e um dos criadores do teto de gastos, Mansueto Almeida deixou o comando do Tesouro Nacional e foi para o BTG Foto: Adriano Machado / Reuters Marcos Cintra deixou a chefia da Receita Federal após insistir na defesa de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da antiga CPMF. Uma ideia fixa de Guedes Foto: Leo Pinheiro / Valor/2016 O economista Marcos Troyjo trocou o cargo de Secretário especial de Comércio Exterior pela presidência do New Development Bank, conhecido como o Banco dos Brics, por indicação do governo brasileiro Foto: Carlos Ivan / Agência O Globo 23-10-2012 Caio Megale deixou o cargo de diretor na Secretaria Especial de Fazenda em julho de 2020. Recentemente foi anunciado como novo economista-chefe da XP Investimentos Foto: Washington Costa / SEPEC/ME/15/01/2019 O secretário especial de Produtividade e Competitividade, Carlos da Costa, deixará o cargo para assumir o posto de adido de comércio em Washington Foto: Agência O Globo Pular PUBLICIDADE O secretário da Receita Federal, José Tostes, deixará o país. Ele será adido do governo na OCDE, em Paris Foto: Edu Andrade / Ministério da Economia Jair Bolsonaro decide demitir o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, segundo integrantes do governo, em meio à pressão por conta do aumento no preço dos combustíveis, e depois de críticas feitas pelo governo e pelo Congresso à estatal Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil — Precisamos dar prosseguimento ao processo de capitalização da Eletrobras. É fundamental avançarmos no projeto, sinal importante para atrair mais capital ao Brasil e mostrar que o Brasil é o porto seguro do investimentos — afirmou

O governo trabalhava com a data-limite de 13 de maio para a venda, o que não vai ocorrer. A avaliação é de que se o processo se arrastar mais na Corte, a venda da estatal pode ser inviabilizada. O plano B é trabalhar para que a venda ocorra até, no máximo, o mês de julho, o que já seria um prazo apertado e que poderia estar sujeito às turbulências do ano eleitoral

Entenda: Sem refinarias suficientes, Brasil pode ter falta de combustível se travar preços

Prioridades no Congresso Além da privatização da Eletrobras e Petrobras, o novo ministro destacou quais serão as prioridades da pasta junto ao Congresso Nacional. O primeiro texto mencionado é o projeto de modernização do setor elétrico, em tramitação desde o ano passado.

PUBLICIDADE O texto conta com apoio de parlamentares e de representantes de peso do próprio setor. Mas é alvo de investidas para a inclusão de um jabuti que viabilizaria a construção de uma rede de gasodutos para permitir a utilização das termelétricas que terão de ser contratadas conforme definição da lei de capitalização da Eletrobras

Ele também defendeu o avanço do projeto de meu que muda o regime de partilha para concessão e destacou o pacote Mais Garantias Brasil – que inclui as medidas provisórias de modernização dos registros públicos, marco de securitização e das garantias agro, além do projeto do novo marco de garantias.

Esse combo era um dos projetos tocados por Sachsida ainda no Ministério da Economia. Ele havia participado de um almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) na terça-feira para defender o avanço das propostas para deputados e senadores

Gestão de Bento: Foi marcada por risco de racionamento e disparada nos preços dos combustíveis

Menção ao antigo chefe Sachsida fez um pronunciamento de pouco mais de dez minutos. Não foi aberto espaço para perguntas dos jornalistas

O novo ministro fez um discurso em que mostrou alinhamento ao antigo chefe, o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele destacou que para o Brasil ser o porto seguro do investimento, precisa adotar medidas estruturantes:

PUBLICIDADEMedidas pontuais têm pouco ou nenhum impacto e por vezes têm impacto oposto ao desejado. Temos que insistir na economia pelo lado da oferta. Nós precisamos melhorar os marcos legais e trazer mais segurança jurídica para o investimento privado aportar cada vez mais no Brasil, aumentando a produtividade em nossa economia e com isso expandindo a oferta agregada,o emprego e a renda de todo brasileiro

Ele também destacou o momento em que o mundo enfrenta desafios geopolíticos, em uma menção à guerra na Ucrânia, e que é preciso aproveitar o realinhamento mundial dos investimentos para atrair capital estrangeiro para o Brasil

Novo ministro é alinhado a Bolsonaro Sachsida está no governo de Jair Bolsonaro desde o início e é servidor de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Considerado um nome do mercado e de confiança de Paulo Guedes, Sachsida também é “Bolsonarista raiz”.  

Ele substitui o almirante Bento Albuquerque, que estava no comando do ministério desde o começo do governo. Sua saída foi atribuída a um pedido pessoal, mas a pressão causada pelos reajustes dos valores dos combustíveis e a insatisfação do presidente Jair Bolsonaro com a política de preços da Petrobras também pesaram para a saída.

Não havia previsão de pronunciamento do novo ministro nesta quarta-feira. Em sua fala, ele começou se desculpando pelo horário, que considerou tarde, e pelo aviso em cima da hora. A primeira coisa que fez foi agradecer ao presidente Jair Bolsonaro pela confiança.

PUBLICIDADE Ele também destacou que seu antecessor “prestou um serviço valioso ao Brasil“, destacando a questão da cessão onerosa. A Paulo Guedes, agradeceu os ensinamentos e apoio no período de mais de três anos no Ministério da Economia